sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Pensamento

Meu pensamento é vazio
Que me faz calcular infinito
Distante, calado, sombrio
Um passo no escuro, fechado, faminto.

Tentando achar o início
A porta por onde entrei
Mas uma vez perdido
Nunca mais encontrei.

E se pudesse entender
Essa complexa imensidão
Presa em alguns centímetros
Pra libertar o coração.

Na qual a mente ignora
Coração que sangra, que chora
Ritmo alucinante impresso
Controlar essa razão sem nexo.

Estou perdendo a batalha
E futuramente a guerra
Não sei quem é meu inimigo
Não o encontrei nessa terra.

Talvez fique na memória
Mas essa pessoa ainda não vi
E se a sorte não acompanha
Também se perdeu por ai.

É um mundo sem vida
Não há chão, não há céu
A noite se mistura com o dia
Não há doce, não há fel.

Não existe horizonte
Nem sequer um oásis
Aqui nada é bastante
Vazio, vazio, vazio.

E agora eu sei
Que nada existe
Pois ninguém me acompanha
E me faz companhia.

Aqui tudo é pra sempre estagnado
Mas qual o sentido de não ter sentido?
Nada faz sentido, nunca fez sentido
Esperando meu primeiro passo, condenado.

Tentei acertar o passo
Para acompanhar a vida
Pois o único sentido é ir em frente
Por que expiro esperança.

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